Recentemente a mídia mundial noticiou um fato inédito que se tornou um marco histórico na medicina. Um homem recebeu transplante de coração vindo de um porco, o procedimento foi realizado nos Estados Unidos.

Transplantes de animais para humanos têm sido estudados desde a década de 1980 e diversos obstáculos foram vencidos para o sucesso da cirurgia.

Para a cirurgia ser realizada os cientistas tiveram de fazer alterações genéticas no órgão, removendo proteínas para evitar a rejeição pelo corpo do paciente e adicionando outras proteínas que protegem contra esse tipo de resposta negativa.

Um ponto muito importante é que com base em dados da Sociedade Brasileira de Transplante de Órgãos, no Brasil seria necessário realizar em média 1.200 transplantes cardíacos por ano, mas infelizmente a realidade é bem diferente, visto que atualmente são transplantados em torno de 400 por ano. “Essa tecnologia, dando certo, nós faríamos o transplante de uma forma eletiva […] e não teríamos o problema da escassez de órgãos que é a dificuldade de encontrar um doador e isso seria aplicado a todos os transplantes” pontua Fernando Bacal (diretor da Sociedade Brasileira de Cardiologia) em entrevista à rede CNN Brasil.

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